"Pessoalmente, acho lastimável essa história de nascer entre paisagens incultas e sob céus pouco civilizados. Sou um mau cidadão (ã), confesso. É que nasci em Minas (em Serra Talhada), quando deveria nascer em Paris. Acho o Brasil infecto. O Brasil não tem atmosfera mental; não tem literatura; não tem arte; tem apenas uns políticos muito vagabundos e razoavelmente imbecis ou velhacos. Detesto o Brasil como a um ambiente nocivo à expansão do meu espírito. Sou hereditariamente europeu, ou antes: francês. Agora, como acho indecente continuar a ser francês no Brasil, tenho que renunciar à única tradição verdadeiramente respeitável para mim, a tradição francesa. Tenho que resignar-me a ser indígena entre os indígenas, sem ilusões. Enorme sacrifício”. (Drummond em Veja 06/08/97 “O Brasil que chegava pelo correio”.
Link http://veja.abril.com.br/060897/p_132.html
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Maria Vanete Almeida: o resgate da voz feminina
Por Mayara Maluceli
Edição: Thays Prado
Edição: Thays Prado
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Portal Natura Ekos entrevistou Maria Vanete de Almeida. Transformadora de realidades, ela se dedica de corpo e alma a causas sociais. Vanete nasceu no sertão pernambucano em 1943 e, durante a década de 1980, lutou pela inserção feminina no meio sindical. Inspirou o livro “Ser Mulher num Mundo de Homens” (Cornélia Parisius, Ed. SACTED/DED), preside o Centro de Educação Comunitária Rural, no município de Serra Talhada (PE), integrou o Conselho Nacional de Políticas para Mulheres de 1996 a 2003 e, em 2005, foi indicada pela ONG suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo ao Prêmio Nobel. Desde 1996, é coordenadora internacional da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe, fundada por ela e, aos 68 anos de idade, não pensa em parar de lutar para que as mulheres adquiram mais poder sobre a própria vida.
Como a senhora decidiu fundar a Rede LAC (Rede de Mulhleres Rurais da América Latina e do Caribe)?
Na verdade, eu não decidi, as coisas foram acontecendo. Em 1990, participei do V Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, na Argentina. Como condição para participar desse encontro, eu solicitei uma oficina. Eu queria reunir mulheres rurais do continente. Mas, das mais de 3 mil participantes, apenas oito compareceram à oficina. E foi assim que eu decidi que precisávamos descobrir onde estavam as mulheres rurais da América Latina e começar a reuni-las.
Depois disso, muitas vezes, enquanto as trabalhadoras rurais estavam reunidas para discutir sobre suas vidas, a senhora se deparava com o silêncio dessas mulheres, provavelmente o mesmo silêncio que as impedia de falar sobre as agressões que sofriam dentro de casa e no trabalho no campo. Como foi o processo de dar voz a essas mulheres?
Foi no sertão de Pernambuco onde me deparei com o maior silêncio das mulheres. Elas sequer conseguiam se apresentar. Eu fazia um círculo e dizia: “vamos nos apresentar, cada uma dizendo o seu nome…”. E normalmente elas choravam e não conseguiam falar. Houve um encontro em que elas choraram tanto, que a gente o chamou de o Encontro Molhado.Foi preciso construir metodologias para fazer essas mulheres falarem. A metodologia consistia em, principalmente, duas coisas: pouca luz e música. Além disso, pedíamos para que elas estivessem relaxadas, de preferência, deitadas. Daí a gente ia estimulando para que elas contassem quem eram, onde viviam, a quem pertencia o corpo delas… E assim nós fomos vencendo essa dificuldade da fala.
E quem eram essas mulheres?
Elas eram trabalhadoras rurais, pequenas proprietárias, trabalhadoras sem terra, mulheres em assentamentos, pequenas produtoras. Essencialmente, mulheres que moram no campo e vivem do trabalho no campo.
O que significa ser uma delas? Que desafios e dificuldades essas mulheres ainda enfrentam?
Essas mulheres são especialmente fortes, corajosas, alegres, dispostas. Vale à pena incentivar que essas mulheres se organizem e lutem pelos seus direitos. Ainda temos muitas dificuldades: as distâncias geográficas entre as mulheres e delas até os centros urbanos, as dificuldades financeiras, o preconceito e a discriminação ainda existentes. Um dos principais desafios da Rede LAC, hoje, é conquistar outras mulheres para que elas também participem, aprendam e ensinem sobre suas vidas, sobre o seu trabalho e sobre suas organizações.
O que significa ser “uma mulher num mundo de homens”, como diz o livro de Cornélia Parisius, inspirado em sua história?
Ser uma mulher num mundo de homens é ter essa consciência e não se dobrar à realidade de que a gente vive num mundo onde os homens têm mais valor, têm mais lugar, têm mais participação. A gente tem que lutar contra essa realidade mostrando que o mundo não é dos homens. O mundo foi pensado e criado para homens e para mulheres.
Podemos afirmar que o sertão abriga mais preconceito contra as mulheres do que as regiões urbanas?
De jeito nenhum… As mulheres do campo ou da cidade sofrem preconceito e discriminação onde quer que estejam. Isso acontece não só no Brasil, acontece também na América Latina, na África. Se você chegar em uma cidade, como São Paulo e Rio de janeiro, ou uma cidade pequena como a que eu vivo, Serra Talhada, você vai perceber que as mulheres estão ausentes das decisões, não sabem muito sobre seu corpo, sobre sua vida. Essa realidade não é específica da mulher do campo, é específica da mulher.
Trabalhar e ter renda própria são fundamentais para que as mulheres adquiram autonomia sobre suas vidas? Qual é a função do trabalho para a recuperação de poder pessoal das mulheres?
O trabalho é muito importante para qualquer pessoa, para qualquer ser humano. Mas, no meu entendimento, ele não é fundamental para a autoestima. A questão da autoestima e da independência da mulher passa pelo pessoal e pelo psicológico. Eu conheço médicas e advogadas que têm renda própria e não têm essa autonomia e independência. Essa independência não passa necessariamente pelo financeiro, passa pelo sentimento de que “eu sou uma pessoa importante, eu sei das coisas, eu sou independente, eu me garanto como pessoa, estando com um homem, ou não, eu assumo minha vida pessoalmente”. Essa independência psicológica é mais importante do que qualquer outra coisa.
Mesmo com tanta disseminação de informações, com legislações como a Lei Maria da Penha e o trabalho de diversos movimentos sociais, os índices de violência doméstica contra as mulheres, no Brasil e no mundo, são assustadores. A que a senhora atribui o fato de, a cada dois minutos, cinco mulheres serem agredidas no país?
É muito triste esse número. Saber que a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas… É importante saber que a violência doméstica sempre existiu, só que, agora, está se tornando mais visível. Essa nova condição de mulher, uma mulher que quer seu espaço, uma mulher que luta por seus direitos, que já não é mais submissa, infelizmente, provoca mais violência. Nós estamos passando por um período histórico muito forte de agressões contra as mulheres e temos que enfrentá-lo com muita coragem.
Qual é o papel do Estado, das mulheres e dos homens para mudar estatísticas como essa?
O papel do Estado é ter instrumentos que realmente apoiem e defendam as mulheres. A Lei Maria da Penha é muito importante, mas é um papel, é uma lei. Agora, ela tem que funcionar, tem que oferecer mecanismos que realmente sirvam à defesa das mulheres. Por exemplo, nós só temos Delegacias de Mulher nos grandes centros. Aqui, onde eu vivo, a delegacia mais próxima está a 500 quilômetros. Esses instrumentos têm que chegar mais perto, principalmente das mulheres rurais, porque, no campo, a violência é muito mais invisível, e muito mais silenciada. Uma mulher do campo está a 10 quilômetros de distância da outra, então, sequer com um grito, alguém a ouvirá.Então, as políticas públicas voltadas para o combate à violência contra as mulheres precisam se adaptar à realidade rural. Tem que ter posto de saúde e polícia próximos a essas mulheres, todos preparados para receber com carinho e apoiar essa mulher, sem dificultar a denúncia e o pedido de socorro.O silêncio é cúmplice da violência e é por isso que a mulher não pode mais se silenciar. Precisamos estar juntas, nos apoiando, umas às outras, em casa, no trabalho, na sociedade como um todo.Por fim, os homens têm que saber que nós somos iguais a eles. A gente não quer ser mais, nem quer ser menos. Eles são filhos de mulheres. E têm que tratar a mulher com respeito, com igualdade de direitos. Quem sabe a gente chega numa sociedade em que o homem e a mulher enfrentem, juntos, a vida, com igualdade, com respeito e sem violência?
Quando poderemos olhar para nossa sociedade e considerar as mulheres independentes? O que representaria um cenário em que, de fato, as mulheres têm total poder de decisão sobre a própria vida?
Quando a gente puder ter os mesmos empregos que os homens, quando a gente tiver os trabalhos domésticos bem divididos, quando o filho não for só da mãe, quando pudermos nos vestir sem sermos abordadas na rua com desrespeito. É um conjunto de coisas que forma a vida, e que forma nossa decisão de mulher.
O que te move a continuar empenhada em oferecer educação e contribuir para o empoderamento das
mulheres?
Muita coisa. Uma das principais coisas que me move é quando eu vejo uma mulher que antes nem falava e que, hoje, é dirigente de uma associação ou de um sindicato, e fala com muita força interior. Me motiva ver uma mulher que não tinha autonomia de sair de casa para uma reunião, e agora passa uma semana fora nas discussões políticas. É a transformação dessas mulheres, é o empoderamento, a força, a alegria e a coragem dessas mulheres que, como mulher que também sou, me mostram que é possível a gente mudar essa realidade de opressão que vivemos até hoje.
Ouça também as vozes das mulheres de duas comunidades fornecedoras de ativos para Natura Ekos.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Não só a Índia chora a morte de Sai Baba
Quem o conheceu fosse através de visitas a Índia, de ter sido curado, de ouvir falar ou de leitura como eu, sentiu a morte dele. Mas a morte é um processo da vida, é como abrir o armário e vestir uma roupa limpa. Morrer é maravilhoso. Seu corpo físico aos 85 anos, estava desgastado como uma roupa amarrotada pelo uso.
Ele continua entre nós. Pela sua elevação espiritual, pela dedicação ao próximo não dá para lamentar. A ausência física será sentida sim, por aqueles que o buscavam para alivio de suas dores ou mesmo por um desejo incomensurável de vê-lo. Para mim ele continuará onde sempre esteve na cabeceira da minha cama. Muito embora eu pretendo visita-lo.
Há tantas histórias sobre Sai Baba que é difícil saber por onde começar. No momento do seu nascimento, instrumentos musicais começaram a tocar sozinhos. Em criança, ele podia materializar lápis, doces, alimentos ou o que precisasse, como se tirasse tudo do ar. Por ocasião de uma das festas sagradas dos hindus, quando todos os homens santos desfilam em pequenos carros alegóricos, as pessoas que observavam o desfile viram Sai Baba, então com cinco anos, sentado no lugar de honra do carro principal. Eles perguntaram por que aquela criança estava sentada ali. Todos os santos e rishis responderam que aquela criança de cinco anos de idade viria a ser o guru daquelas pessoas.
O guia espiritual indiano Sai Baba, um dos gurus mais conhecidos da Índia, morreu na manhã deste domingo (24.04.11) em um hospital de Puttaparthi, no sudeste do país, informou o centro médico. Morreu por parada cardiorrespiratória. Seu corpo será exposto durante dois dias, na segunda e terça-feira, para que seja reverenciado.
Ele estava hospitalizado havia mais de três semanas em estado crítico em sua cidade natal devido a problemas cardíacos, pulmonares e renais. Depois de a notícia ser divulgada, milhares de indianos foram ao hospital para dar seu último adeus ao famoso guia espiritual
O fato de que uma equipe de 12 médicos, dentre os quais especialistas que vieram da Grã-Bretanha, de Nova Déli e de Bangalore, tome conta da sua saúde não foi suficiente para tranquilizar seus seguidores: para se assegurarem de receber uma última arshan, visão divina, nesta terça-feira eles não hesitaram em se confrontar com as forças policiais e de atacar os meios das forças de ordem.
Marcadores:
Não só a Índia chora a morte de Sai Baba
sexta-feira, 15 de abril de 2011
“Fernando Pessoa, plural como o universo” - Exposição
Uma espécie de labirinto no qual cada passo leva o visitante a uma experiência poética única, dividida em vozes e estilos diferentes, mas oriundos de uma mesma fonte: a escrita de Fernando Pessoa. A exposição “Fernando Pessoa, plural como o universo”, a primeira sobre um autor português no Museu da Língua Portuguesa, pretende mostrar a multiplicidade da vida e da obra do poeta, que se revela nos versos das dezenas de heterônimos (nomes imaginários sob os quais o autor identificava obras escritas por ele, mas com características próprias) e personagens literários criados por ele. Poemas impressos e projetados, fac-símiles de documentos, imagens de Pessoa e quadros de pintores portugueses compõem o visual da exposição, que tem ainda um vídeo feito pelo documentarista Carlos Nader, com roteiro de Antônio Cícero. A exposição tem a curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, cenografia de Hélio Eichbauer, design gráfico de Heloisa Faria sob a coordenação geral de Julia Peregrino.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
9a. Festa Literária Internacional de Paraty 6 a 10 de julho de 2011
Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Off Flip de Literatura 2011. Criado em 2006, o prêmio é um concurso de textos que busca estimular a criação literária em língua portuguesa. Embora seja uma ação independente, sem vínculo com a curadoria ou produção da Flip, ocorre paralelamente e conta com a parceria da Festa Literária para sua divulgação.
O Prêmio Off Flip já teve como participantes autores iniciantes e consagrados, e conquistou reconhecimento no Brasil e no exterior. Dividido nas categorias poesia e conto, abarca textos de autores residentes no Brasil, brasileiros que vivem no exterior e escritores de países lusófonos.
Os vencedores serão contemplados, nessa sexta edição do concurso, com prêmios em dinheiro, ingressos para as mesas da Flip e estadia em Paraty. Os 30 textos finalistas serão publicados em uma coletânea pelo Selo Off Flip.
As inscrições vão até o dia 30 de abril de 2011 e devem ser feitas pelo correio. O regulamento pode ser lido no site do evento: www.premio-offflip.net. A premiação ocorre durante a 9a Flip, entre os dias 6 e 10 de julho.
O Prêmio Off Flip já teve como participantes autores iniciantes e consagrados, e conquistou reconhecimento no Brasil e no exterior. Dividido nas categorias poesia e conto, abarca textos de autores residentes no Brasil, brasileiros que vivem no exterior e escritores de países lusófonos.
Os vencedores serão contemplados, nessa sexta edição do concurso, com prêmios em dinheiro, ingressos para as mesas da Flip e estadia em Paraty. Os 30 textos finalistas serão publicados em uma coletânea pelo Selo Off Flip.
As inscrições vão até o dia 30 de abril de 2011 e devem ser feitas pelo correio. O regulamento pode ser lido no site do evento: www.premio-offflip.net. A premiação ocorre durante a 9a Flip, entre os dias 6 e 10 de julho.
Feira é ARTE por toda PARTE - Graxeiras Graças a Deus
Em 1998 demos boas gargalhadas eu Bira e Solange Durães com a peça “Graxeiras graças a Deus”. Depois da primeira vez não conseguimos mais para de assistir porque em toda temporada é o mesmo ator, o mesmo palco, rimos de forma diferente, o texto vem sempre com algo novo que interage com o momento FEIRA. “Graxeira é uma comédia de costumes com pitadas de besteirol, que conta a história de uma jovem interiorana rural (Bombril), que vem trabalhar na cidade grande. A mesma se depara na casa de uma perua falida (Madame Catchup), que se aproveita da ingenuidade da jovem explorando a mesma nos serviços domésticos, assim como, na remuneração salarial. Bombril se depara com um mundo bastante diferente da sua realidade. Indo da descoberta do telefone à máquina de lavar. Nesse universo ela conhece o Porteiro (Omo) com quem mantém um romance secreto e a doméstica “escolada” (Minerva), essa que conscientiza Bombril sobre a sua profissão e os seus direitos. As situações são engraçadíssimas, vão do besteirol ao pastelão. Com um desfecho surpreendente, valendo a pena conferir. Por isso, e muito mais é imperdível a oportunidade de assistir nos dias 9, 10 de abril, às 20h00 no teatro municipal Margarida Ribeiro”. Bom Dia Feira - Portal de Noticias
domingo, 10 de abril de 2011
14 Anos de fundação - Academia de Letras e Artes de Feira de Santana - 1997 * 2011
![]() |
Da esquerda para a direita: Lélia Vitor, a de colar branco, Eliane Gusmão esposa de Benjamin, Apóstolo Filho, Benjamin, Joaquim Gouveia da Gama, não sei quem é e por fim, eu com 34 anos de idade. |
Prezados confrades e confreiras
Hoje, estamos aniversariando, porque precisamente, no dia 04 de abril no ano de 1997, naquela tarde térmica de sertão baiano, Dr. Benjamin e outros confrades estavam reunidos, para criar a Academia de Letras e Artes de Feira de Santana.
De lá pra cá muitas vitórias já conquistamos no setor cultural, principalmente tornando-a oficialmente como entidade de Utilidade Pública, sem fins lucrativos. Outras certamente virão vai depender da nossa perseverança em segurar a bandeira da ALAFS. Confio em você! Alimente o sonho de torná-lo realidade, em ver os nossos desejos sendo satisfeitos.
Todos juntos venceremos!
Abraços cordiais
Lélia Vitor Fernandes
Sobre a foto:
Não sei a data dessa reunião porque foi uma reunião informal. Depois que enviei carta para Benjamin através do Jornal Folha do Estado, houve a segunda reunião informal para a criação da academia, apenas para traçar metas futuras. Foi a primeira que participei, na qual registramos o momento com essa fotografia. O grupo era liderado por Benjamin Batista, que fundou até então, no estado da Bahia, perto de 100 academias. Até os dias atuais a academia tem como referencia a Secretária de Educação, Professora Lélia Vitor Fernandes. Mulher inteligente, pacificadora, dinâmica. Também escritora e pesquisadora, Lélia acumula cargos de destaque junto ao desenvolvimento político e educacional do município de Feira de Santana. Nós a admiramos. Autora de mais de 20 obras que engrandece a cidade. Pois sem Lélia Feira não seria a mesma. Os livros de dela tem uma importância ímpar. Dentro dos seus méritos, destaco dois: sua simplicidade e humildade. Evangélica. Nunca misturou religião com ideal literário. Lélia sabe como ninguém perdoar seu próximo porque aprendeu nas ledes de sua religião. Demonstrando que é condescendente com os ensinamentos de Cristo.A Academia esta de parabéns, pois tudo que é, em grande parte deve-se ao dinamismo de Lélia Vitor e a sua influencia dentro do município.
E Viva o Teatro e o jornalismo feirense - parabens
Após vitoriosa temporada em um dos maiores celeiros culturais do Brasil, cidade de São Paulo, onde fez questão de divulgar e elevar o nome de Feira de Santana, já está circulando em nossa cidade, desde 02 de fevereiro é o dinâmico Ator e Diretor Teatral, JEAN MARQUES, que passou o mês de janeiro na Capital Paulista fazendo contatos com grupos teatrais daquela capital, quando recebeu diversas propostas de trabalho, inclusive da rede hoteleira da grande metrópole. É certo que desejamos toda sorte do mundo ao amigo Jean, caso resolva, arrumar as malas e partir para uma aventura naquele grande centro de cultural, no entanto, é certo que o versátil artista fará muita falta no dia a dia cultural da cidade, onde ele movimenta o que pode e o que não pode, para produzir e apresentar novidades ao público feirense. Boa sorte Jean, seja qual for sua escolha.
Do Jornal “Viva Feira”, do meu amigo, poeta, advogado e agora jornalista Emmanuel Freita
Sucesso para Jean e para Emanuel
sábado, 8 de janeiro de 2011
Profecias de Pietro Ubaldi
Pietro Ubaldi nasceu na Úmbria, Itália, em 18 de agosto de 1886. Desde cedo identificou-se com os ideais franciscanos, a ponto de fazer um voto de pobreza, quando transferiu à sua família todo o patrimônio herdado de sua avó, uma condessa rica. Aos 65 anos de idade veio morar no Brasil, ficando aqui até o seu desencarne, aos 85 anos.
Pietro Ubaldi ficou conhecido por suas mensagens de alto conteúdo moral e espiritualista que recebia pela psicografia.
Em agosto de 1951, na cidade de Pedro Leopoldo, Pietro Ubaldi teve o seu primeiro contato com o médium Chico Xavier. Nesta ocasião Chico e Ubaldi receberam mensagens espiritualistas. Por intermédio de Ubaldi veio esta mensagem:
“ ... Eis que se inicia uma nova fase de tua missão na Terra e, precisamente, no Brasil. É verdadeiro tudo quanto te foi dito, eu to confirmo e assim sucederá.
O Brasil é verdadeiramente a terra escolhida para o berço desta nova e grande idéia que redimirá o mundo. Agora tua missão é acompanhá-la com tua presença e desenvolvê-la com ação, de forma concreta. Todos os recursos te serão proporcionados.”
“Mensagem de Natal
Natal de 1931
No silêncio da noite santa, escuta-me. ...
... Uma grande transformação se aproxima para a vida do mundo. Minha voz é singular, porém, outras se elevarão, muito breve, sempre mais fortes, fixando-se em todas as partes do mundo, para que o conselho a ninguém falte.
... Tem crescido e crescerá cada vez mais, sem precedentes na História, o domínio humano sobre as forças da natureza. Um imenso poder terá o homem, mas ele para isso não está preparado moralmente, porque a vossa psicologia é, em substância, infelizmente, a mesma da tenebrosa Idade Média. É um poder demasiadamente grande e novo para vossas mãos inexperientes.
...
A destruição, porém, é necessária. Haverá destruição somente do que é forma, incrustação, cristalização, de tudo o que deve desaparecer, para que permaneça apenas a idéia, que sintetiza o valor das coisas. Um grande batismo de dor é necessário, a fim de que a humanidade recupere o equilíbrio, livremente violado: grande mal, condição de um bem maior.
Depois disso, a humanidade, purificada, mais leve, mais selecionada por haver perdido seus piores elementos, reunir-se-á em torno dos desconhecidos que sofrem e semeiam em silêncio; e retomará, renovada, o caminho da ascensão. Uma nova era começará: o espírito terá o domínio e não mais a matéria, que será reduzida ao cativeiro. Então, aprendereis a ver-nos e escutar-nos; desceremos em multidão e conhecereis a Verdade. ...”
“Mensagem da Nova Era
Escrita na vigília do Natal de 1953, no Brasil.
No silêncio da noite santa, como te falei pela primeira vez para iniciar a Obra, volto a falar-te agora, após tantos anos.
...
Venho trazer-vos a palavra da esperança, porque no caos do mundo estão despontando as novas e primeiras luzes da alvorada. O tempo caminha e já entrastes na segunda metade do século, quando se realizará o que foi predito em minha primeira mensagem, no Natal de 1931. Haveis entrado, assim, na fase de preparação ativa da nova civilização.
...
Esta Mensagem vos lança aos braços do III Milênio: por isso é ela a Mensagem da Nova Era. O mundo materialista está freneticamente lutando pela sua autodestruição. O dragão será morto pelo seu próprio veneno.
A vida, que jamais morre, está a preparar-se para substituir o mundo velho pelo novo: o reino do espírito, em cuja realização Cristo Triunfará. A humanidade tem esperado dois mil anos pela Boa Nova, mas finalmente chegou a hora de sua realização. A vida se utilizará das tempestades que as forças do mal se preparam para desencadear, a fim de purificar-se. Aproveitar-se-á da destruição para reconstruir em nível mais alto. ...”
Profecias
Texto retirado do livro Profecias, de 1955,
ditado pela entidade espiritual “Sua Voz”.
“...
Qual é a função histórica do Brasil no mundo, especialmente em relação à esperada nova civilização do Terceiro Milênio? Evidentemente, não é uma hipótese, mas um fato positivo, que o hemisfério norte é um armazém de bombas atômicas ...
Ora, a primeira grande riqueza e potência do Brasil é de estar em outro hemisfério, longe de tudo isso. ...
Um verdadeiro sentido de pacifismo não pode vir do hemisfério norte, mas apenas desta grande terra da América do Sul. A função histórica do Brasil no mundo só pode ser, portanto, neste nosso tempo, uma função de paz.
... O Brasil é crente e espiritualista, qualquer que seja a religião que se professe. ... É ele um país jovem. O fato de não estar carregado de milênios de história, isto é, de lutas e de dores, de fadigas pelas conquistas de tantos valores de todo o gênero, o torna mais ágil. E a história do Brasil, assim como ocorre para os jovens, está mais no futuro que no passado.
...
Quem sabe que a luta entre as ideologias armadas de bombas atômicas não se resolva num desastre..., que os povos devam fugir de lá em massa, especialmente da Europa que está mais ameaçada? E quem sabe se esse impulso não exercite uma pressão desesperada sobre as portas do Brasil, tão forte que as faça ceder, e opere uma imigração em massa de milhões de europeus? ... E então, a função do Brasil seria não só receber e abraçar, mas com seus princípios de liberdade, de hospitalidade e bondade, de amalgamar todas as raças, como já está fazendo, ...”
Marcadores:
Profecias de Pietro Ubaldi
Casarão sede da Academia Pernambucana de Letras passa por reforma
Um casarão em estilo neoclássico, construído na segunda metade do século 19 por um rico comerciante do Recife, é um endereço repleto de histórias e de muita tradição. Há 41 anos que ele se tornou a sede da Academia Pernambucana de Letras (APL). Um lugar símbolo de nobreza e imponência.
No entanto, para se manter assim, precisa de cuidados e manutenção. Ano passado, os jardins passaram por reformas. Agora, são o teto e paredes que estão em obras. O trabalho, orçado em R$ 120 mil, tem prazo de término estimado para o próximo mês de novembro. A biblioteca também será restaurada e os livros recuperados.
“Essas obras representam a garantia do prédio, porque é um prédio antigo, com paredes até de taipa. Como todo prédio antigo, exige uma conservação, uma manutenção, rigorosa”, disse o vice-presidente da APL, Antônio Correia de Oliveira (foto 4).
Apesar do casarão estar em obras, as reuniões na Academia Pernambucana de Letras seguem normalmente. Na última segunda-feira (27), por exemplo, os imortais homenagearam três nomes importantes da literatura do nosso Estado, que completariam um século de vida este ano.
Os escritores homenageados foram Lourenço Lima, José Carlos Cavalcanti Borges e Flávio Guerra. “Eu acho que é nisso que se baseia a chamada ‘imortalidade acadêmica’. É justamente a gente não deixar que esses nomes desapareçam com o tempo. São pessoas importantes. Publicaram livros, peças de teatro, foram professores”, falou o secretário da APL, Rostand Paraíso (foto 5).
No entanto, para se manter assim, precisa de cuidados e manutenção. Ano passado, os jardins passaram por reformas. Agora, são o teto e paredes que estão em obras. O trabalho, orçado em R$ 120 mil, tem prazo de término estimado para o próximo mês de novembro. A biblioteca também será restaurada e os livros recuperados.
“Essas obras representam a garantia do prédio, porque é um prédio antigo, com paredes até de taipa. Como todo prédio antigo, exige uma conservação, uma manutenção, rigorosa”, disse o vice-presidente da APL, Antônio Correia de Oliveira (foto 4).
Apesar do casarão estar em obras, as reuniões na Academia Pernambucana de Letras seguem normalmente. Na última segunda-feira (27), por exemplo, os imortais homenagearam três nomes importantes da literatura do nosso Estado, que completariam um século de vida este ano.
Os escritores homenageados foram Lourenço Lima, José Carlos Cavalcanti Borges e Flávio Guerra. “Eu acho que é nisso que se baseia a chamada ‘imortalidade acadêmica’. É justamente a gente não deixar que esses nomes desapareçam com o tempo. São pessoas importantes. Publicaram livros, peças de teatro, foram professores”, falou o secretário da APL, Rostand Paraíso (foto 5).
Marcadores:
Academia Pernambucana de Letras
Clarice Lispector, as ficções de um coração selvagem
A escritora que consagrou o fluxo de consciência na literatura brasileira tem biografia escrita por estudioso norte-americano.
Por Mírian de Freitas
Nascida a 10 de dezembro de 1920, em Techetchelnyk, uma pequena aldeia da Ucrânia, Clarice, primeiro chamada Chaya, era filha caçula do casal de judeus Pinkouss e Mania Lispector, pouco depois do nascimento da filha resolveram vir para o Brasil a fim de escapar das consequências da Revolução de 1917 e da Primeira Guerra Mundial, cujos ecos perturbavam o cotidiano dos judeus, assolados por pogroms. Clarice nasce durante o percurso através da Europa que levaria a família ao Brasil. Assim, a família Lispector embarca para a América do Sul, onde tinham parentes no Nordeste, e trocam seus nomes judeus por outros, tipicamente brasileiros. Uma viagem sem volta, que trouxe para o nosso país aquela que seria uma de suas maiores escritoras.
A família Lispector residiu por mais de três anos em Maceió, indo depois morar no Recife, onde Clarice e as irmãs mais velhas passaram toda a infância. Lá elas sofreram com a doença da mãe e com a pobreza que assolava os imigrantes que chegavam ao país nas duas primeiras décadas do século XX. Em sua infância no Recife, a menina Clarice e suas irmãs convivem com a doença da mãe que, paralítica, vive sob os cuidados do esposo e dos parentes mais próximos. Quando Clarice tinha nove anos, sua mãe morre e a menina passa a viver sob a proteção do pai e das irmãs mais velhas.
Há rumores de que a doença da mãe tenha eclodido após o nascimento da filha mais nova, que carrrrega essa culpa por toda a vida.
Clarice estudou no Grupo Escolar João Barbalho e no colégio Hebreu-Ídiche-Brasileiro e aos doze anos ingressou no Ginásio de Pernambuco. Já na infância, a curiosidade acerca dos livros foi despertada. O patinho feio e A lâmpada de Aladim foram as primeiras histórias lidas por ela. Depois disso vieram As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, que inspirou o conto "Felicidade Clandestina". Nesta história, uma garota pobre, apaixonada pela literatura de Lobato, pede a uma colega rica, filha de dono de livraria, que lhe empreste um livro, mas esta prolonga propositalmente a espera do empréstimo, adiando à outra menina a felicidade de ter em mãos o objeto de desejo. Muitos dos episódios narrados nas histórias de Clarice remetem à infância. Até mesmo as idas constantes de Clarice, já adulta, à feira de São Cristóvão, no rio de Janeiro, revelam-nos a busca de sua identidade nordestina: sua infância revisitada.
Além do contato com a literatura, a menina Clarice, ainda no Recife, assiste a muitas peças de teatro e tem lições de piano. Como a maioria dos judeus, Pedro Lispector zelava pela educação acadêmica das filhas e, ainda que houvesse dificuldades financeiras, ele conseguiu dar às garotas uma formação intelectual digna de uma família judaica.
A família Lispector residiu por mais de três anos em Maceió, indo depois morar no Recife, onde Clarice e as irmãs mais velhas passaram toda a infância. Lá elas sofreram com a doença da mãe e com a pobreza que assolava os imigrantes que chegavam ao país nas duas primeiras décadas do século XX. Em sua infância no Recife, a menina Clarice e suas irmãs convivem com a doença da mãe que, paralítica, vive sob os cuidados do esposo e dos parentes mais próximos. Quando Clarice tinha nove anos, sua mãe morre e a menina passa a viver sob a proteção do pai e das irmãs mais velhas.
Há rumores de que a doença da mãe tenha eclodido após o nascimento da filha mais nova, que carrrrega essa culpa por toda a vida.
"Eu, enfim, sou brasileira, pronto e ponto"
Declarou um ano antes de sua morte
Declarou um ano antes de sua morte
Clarice estudou no Grupo Escolar João Barbalho e no colégio Hebreu-Ídiche-Brasileiro e aos doze anos ingressou no Ginásio de Pernambuco. Já na infância, a curiosidade acerca dos livros foi despertada. O patinho feio e A lâmpada de Aladim foram as primeiras histórias lidas por ela. Depois disso vieram As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, que inspirou o conto "Felicidade Clandestina". Nesta história, uma garota pobre, apaixonada pela literatura de Lobato, pede a uma colega rica, filha de dono de livraria, que lhe empreste um livro, mas esta prolonga propositalmente a espera do empréstimo, adiando à outra menina a felicidade de ter em mãos o objeto de desejo. Muitos dos episódios narrados nas histórias de Clarice remetem à infância. Até mesmo as idas constantes de Clarice, já adulta, à feira de São Cristóvão, no rio de Janeiro, revelam-nos a busca de sua identidade nordestina: sua infância revisitada.
Além do contato com a literatura, a menina Clarice, ainda no Recife, assiste a muitas peças de teatro e tem lições de piano. Como a maioria dos judeus, Pedro Lispector zelava pela educação acadêmica das filhas e, ainda que houvesse dificuldades financeiras, ele conseguiu dar às garotas uma formação intelectual digna de uma família judaica.
UMA NOVA VIDA SOB O CÉU CARIOCA
Prestes a completar treze anos, Clarice muda-se com sua família para o Rio. O pai e as três filhas fixam residência na Tijuca, para depois passarem numa vila na rua Albert Sabin. O pai falece em 1940 e Clarice ficou sob a proteção das duas irmãs mais velhas, Tânia e Elisa. Na capital, Clarice estudou no colégio Sílvio Leite e mais tarde ingressou na Faculdade de Direito, formando-se em 1943. Durante o curso superior, conheceu Maury Gurgel Valente e casaram-se.
A princípio, Clarice trabalhou como tradutora para a Agência Nacional, criada por Getúlio Vargas. Foi, depois, para um escritório de advocacia, até que surgiu a oportunidade de exercer o jornalismo. Foi com o salário de jornalista que ela comprou seus primeiros livros, que ela escolhia de acordo com os títulos que lhe agradassem. Sua primeira aquisição foi Felicidade de Katherine Mansfield. Clarice logo se identificou com a autora de Bliss, dona de uma prosa dotada de grande sensibilidade. Depois vieram O Lobo da Estepe, de Herman Hesse e os romances de Dostoiévski, James Joyce, Sartre e Virgínia Woolf.
Clarice era amiga do escritor e jornalista Lúcio Cardoso, a quem confiou os originais de seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem. O livro, publicado em 1943, foi agraciado com o prêmio de melhor romance de estreia da Fundação Graça Aranha. A prosa poética da escritora devastou todas as possibilidades de uma leitura dentro dos padrões tradicionais das narrativas lineares. Num momento em que a literatura brasileira estava num período em que as narrativas costumavam tematizar a seca e suas consequências, Clarice escreveu um livro de caráter existencialista, cujo estilo fragmentado era liberado da sintaxe tradicional e acompanhava as nuances de pensamento dos personagens. A primeira obra de Clarice foi, naturalmente, comparada por alguns críticos à da escritora Virgínia Woolf e a do irlandês James Joyce. O crítico Álvaro Lins espantou-se com as inovações de Clarice e considerou seu romance como
Prestes a completar treze anos, Clarice muda-se com sua família para o Rio. O pai e as três filhas fixam residência na Tijuca, para depois passarem numa vila na rua Albert Sabin. O pai falece em 1940 e Clarice ficou sob a proteção das duas irmãs mais velhas, Tânia e Elisa. Na capital, Clarice estudou no colégio Sílvio Leite e mais tarde ingressou na Faculdade de Direito, formando-se em 1943. Durante o curso superior, conheceu Maury Gurgel Valente e casaram-se.
A princípio, Clarice trabalhou como tradutora para a Agência Nacional, criada por Getúlio Vargas. Foi, depois, para um escritório de advocacia, até que surgiu a oportunidade de exercer o jornalismo. Foi com o salário de jornalista que ela comprou seus primeiros livros, que ela escolhia de acordo com os títulos que lhe agradassem. Sua primeira aquisição foi Felicidade de Katherine Mansfield. Clarice logo se identificou com a autora de Bliss, dona de uma prosa dotada de grande sensibilidade. Depois vieram O Lobo da Estepe, de Herman Hesse e os romances de Dostoiévski, James Joyce, Sartre e Virgínia Woolf.
Clarice era amiga do escritor e jornalista Lúcio Cardoso, a quem confiou os originais de seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem. O livro, publicado em 1943, foi agraciado com o prêmio de melhor romance de estreia da Fundação Graça Aranha. A prosa poética da escritora devastou todas as possibilidades de uma leitura dentro dos padrões tradicionais das narrativas lineares. Num momento em que a literatura brasileira estava num período em que as narrativas costumavam tematizar a seca e suas consequências, Clarice escreveu um livro de caráter existencialista, cujo estilo fragmentado era liberado da sintaxe tradicional e acompanhava as nuances de pensamento dos personagens. A primeira obra de Clarice foi, naturalmente, comparada por alguns críticos à da escritora Virgínia Woolf e a do irlandês James Joyce. O crítico Álvaro Lins espantou-se com as inovações de Clarice e considerou seu romance como
"algo inacabado", abstendo-se de compreender que as lacunas da história de Clarice eram a grandeza maior daquele livro.
EUROPA E ESTADOS UNIDOS: UM PEDAÇO DE CHÃO ALÉM DA VIDA
Maury Gurgel era diplomata e, por isso, Clarice precisou mudar-se com ele para Nápoles, onde ela escreveu seu segundo romance, O lustre, até hoje pouco explorado pela crítica acadêmica. Na Itália, Clarice trabalhou como voluntária, cuidando de doentes e feridos da Segunda Guerra Mundial. Da Europa manteve intensa coRespondência com seus amigos escritores e familiares no Brasil. Enfrentou certa dificuldade em ter de cumprir junto ao marido certos compromissos sociais relacionados à profissão dele. A distância dos amigos e dos parentes, um abismo, um abraço inalcançável, faz começar a sensação de solidão que acompanharia a escritora pelo resto da vida. Da Itália, Clarice muda-se para Berna, na Suíça e sua solidão aperta ainda mais o peito. "Berna é um silêncio terrível, as pessoas também são silenciosas e riem pouco", diz a escritora, que tinha a impressão de que em Berna era sempre domingo. Entre 1946 e 1949, trabalhou na elaboração de A cidade sitiada. Continua a se coResponder assiduamente com os amigos brasileiros. Muitas das cartas escritas para Fernando Sabino vieram da silenciosa Berna para, em 2001, comporem o livro Cartas perto do coração selvagem, publicado pela Editora Record.
Nessa época viveu também um dilema de escritora. "Estou lutando com o livro, que é horrível. Como tive coragem de publicar os outros dois?" confessa; mas se Clarice inteRomper sua escrita, nada mais irá lhe restar. Seu vício no cigarro aumenta, mesmo tendo sido alertada por um médico para parar. "Mas como deixar de fumar? O calor humano é tão parco... eu fumo então". Berna inspira em Clarice muitas crônicas sobre as paisagens Suíças e lá nasce seu primeiro filho, Pedro.
Maury Gurgel era diplomata e, por isso, Clarice precisou mudar-se com ele para Nápoles, onde ela escreveu seu segundo romance, O lustre, até hoje pouco explorado pela crítica acadêmica. Na Itália, Clarice trabalhou como voluntária, cuidando de doentes e feridos da Segunda Guerra Mundial. Da Europa manteve intensa coRespondência com seus amigos escritores e familiares no Brasil. Enfrentou certa dificuldade em ter de cumprir junto ao marido certos compromissos sociais relacionados à profissão dele. A distância dos amigos e dos parentes, um abismo, um abraço inalcançável, faz começar a sensação de solidão que acompanharia a escritora pelo resto da vida. Da Itália, Clarice muda-se para Berna, na Suíça e sua solidão aperta ainda mais o peito. "Berna é um silêncio terrível, as pessoas também são silenciosas e riem pouco", diz a escritora, que tinha a impressão de que em Berna era sempre domingo. Entre 1946 e 1949, trabalhou na elaboração de A cidade sitiada. Continua a se coResponder assiduamente com os amigos brasileiros. Muitas das cartas escritas para Fernando Sabino vieram da silenciosa Berna para, em 2001, comporem o livro Cartas perto do coração selvagem, publicado pela Editora Record.
Nessa época viveu também um dilema de escritora. "Estou lutando com o livro, que é horrível. Como tive coragem de publicar os outros dois?" confessa; mas se Clarice inteRomper sua escrita, nada mais irá lhe restar. Seu vício no cigarro aumenta, mesmo tendo sido alertada por um médico para parar. "Mas como deixar de fumar? O calor humano é tão parco... eu fumo então". Berna inspira em Clarice muitas crônicas sobre as paisagens Suíças e lá nasce seu primeiro filho, Pedro.
Em 1950 o casal passou uma temporada no Rio, antes de embarcar para uma breve estadia na InglateRa. Cidade Sitiada já estava concluído e ela trazia mais três contos: "Mistério em São Cristóvão", "O Jantar" e "Os laços de família". Já no Rio, escreveu outros contos, "Amor", "Uma galinha" e "Começos de uma fortuna". Essas histórias curtas formariam seu primeiro volume de contos. De Torquay, Inglaterra, onde passaram apenas seis meses, embarcaram para os Estados Unidos, indo morar em Washington. Em 1953 nasce o segundo filho da escritora, Paulo. Clarice trabalha em A maçã no escuro, dividindo seu tempo entre o romance, as tarefas domésticas e os cuidados com o novo bebê. Nos Estados Unidos surge sua primeira história infantil, O mistério do coelho pensante, escrita para atender ao pedido de um dos filhos.
Mantém sua coRespondência com Fernando Sabino, que a informa sobre todas as novidades literárias do Brasil e a ajuda a publicar seus contos. Nos EUA, Clarice escreveu histórias importantes, como "A imitação da Rosa" e "O Búfalo", assim como outros contos de Laços de Família. Satisfeito com o desempenho da amiga, Sabino escreve a ela: "Você está escrevendo como ninguém - você está dizendo o que ninguém ousou dizer". Quando Clarice volta com os dois filhos ao Rio de Janeiro, em 1959, já está separada de Maury Gurgel.
Mantém sua coRespondência com Fernando Sabino, que a informa sobre todas as novidades literárias do Brasil e a ajuda a publicar seus contos. Nos EUA, Clarice escreveu histórias importantes, como "A imitação da Rosa" e "O Búfalo", assim como outros contos de Laços de Família. Satisfeito com o desempenho da amiga, Sabino escreve a ela: "Você está escrevendo como ninguém - você está dizendo o que ninguém ousou dizer". Quando Clarice volta com os dois filhos ao Rio de Janeiro, em 1959, já está separada de Maury Gurgel.
DE VOLTA AO CORAÇÃO DA PÁTRIA AMADA
Após dezesseis anos morando no exterior, Clarice volta para o Brasil e vai para um apartamento no Leme. Com ela vêm seus célebres contos de Laços de Família, que foram publicados pela editora Francisco Alves em 1960. Seu romance A maçã no escuro também já está concluído. Clarice começa a fazer sucesso e novos conceitos e teorias sobre o conto germinam de estudos de suas obras.
Clarice colabora com a Revista Senhor e sua vida literária no Brasil é muito mais intensa do que no exterior. Entre 1960 e 1970, sua obra atinge uma proporção significativa, seus primeiros romances são reeditados e ela recebe elogios de críticos literários renomados, passando a ser estudada por Benedito Nunes. Em 1961, Laços de Família ganha o Prêmio Jabuti. No ano seguinte, A maçã no escuro ganha o prêmio Carmen Dolores Barbosa e, em 1963, Clarice profere uma conferência em Austin, Texas, intitulada A literatura de vanguarda no Brasil. Nesse evento conhece o renomado tradutor norte-americano Gregory Rabasa, que se impressionou com a genialidade e a beleza de Clarice e mais tarde traduziu A maçã no escuro. Ainda em 1963, Clarice escreveu A paixão segundo G.H., que foi publicado em 1964.
A paixão segundo G.H. chama a atenção do público e atrai muitos estudiosos e críticos. No romance, a protagonista decide comer uma barata e faz da cena um ritual. A partir dali o universo da personagem flui para dentro dela, trazendo-lhe a realidade reveladora de sua condição humana. Em 1966, Clarice dorme com um cigarro entre os dedos e seu apartamento acaba incendiado. A escritora fere a mão direita com gravidade no incidente. Nesse mesmo ano é publicado O mundo de Clarice Lispector e em 1967 a escritora passa a colaborar no Jornal do Brasil, onde fica até 1973. Em 1968, ingressa na Revista Manchete com "Diálogos possíveis com Clarice Lispector", nos quais entrevistava personalidades como artistas, economistas, músicos, jornalistas etc.
Após dezesseis anos morando no exterior, Clarice volta para o Brasil e vai para um apartamento no Leme. Com ela vêm seus célebres contos de Laços de Família, que foram publicados pela editora Francisco Alves em 1960. Seu romance A maçã no escuro também já está concluído. Clarice começa a fazer sucesso e novos conceitos e teorias sobre o conto germinam de estudos de suas obras.
Clarice colabora com a Revista Senhor e sua vida literária no Brasil é muito mais intensa do que no exterior. Entre 1960 e 1970, sua obra atinge uma proporção significativa, seus primeiros romances são reeditados e ela recebe elogios de críticos literários renomados, passando a ser estudada por Benedito Nunes. Em 1961, Laços de Família ganha o Prêmio Jabuti. No ano seguinte, A maçã no escuro ganha o prêmio Carmen Dolores Barbosa e, em 1963, Clarice profere uma conferência em Austin, Texas, intitulada A literatura de vanguarda no Brasil. Nesse evento conhece o renomado tradutor norte-americano Gregory Rabasa, que se impressionou com a genialidade e a beleza de Clarice e mais tarde traduziu A maçã no escuro. Ainda em 1963, Clarice escreveu A paixão segundo G.H., que foi publicado em 1964.
A paixão segundo G.H. chama a atenção do público e atrai muitos estudiosos e críticos. No romance, a protagonista decide comer uma barata e faz da cena um ritual. A partir dali o universo da personagem flui para dentro dela, trazendo-lhe a realidade reveladora de sua condição humana. Em 1966, Clarice dorme com um cigarro entre os dedos e seu apartamento acaba incendiado. A escritora fere a mão direita com gravidade no incidente. Nesse mesmo ano é publicado O mundo de Clarice Lispector e em 1967 a escritora passa a colaborar no Jornal do Brasil, onde fica até 1973. Em 1968, ingressa na Revista Manchete com "Diálogos possíveis com Clarice Lispector", nos quais entrevistava personalidades como artistas, economistas, músicos, jornalistas etc.
APÓS A MORTE, O MITO E SUAS DIMENSÕES
Depois da morte de Clarice, seu filho Paulo entrega seus manuscritos, cartas, importantes recortes de jornais e outros escritos pertencentes à sua mãe à Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. A arquivista desse material será Eliane VasconceLos, que em 1994 organizará a publicação de Arquivo 5, compilando todos os manuscritos, cartas e avulsos de Clarice Lispector. Além disso, muitos outros escritos e pertences da escritora foram doados ao Instituto Moreira SaLes, também no Rio de Janeiro. Como os brasileiros, muitos outros leitores e apreciadores de Clarice se interessaram em conhecer mais sobre sua vida, pesquisando, escrevendo, articulando teorias que pudessem alcançar explicações para a enigmática e talentosa escritora. Em 1995, Nádia BateLa Gotlib escreve Clarice, uma vida que se conta, pela editora Ática. Trata-se de uma biografia muito rica que nos oferece um panorama complexo das origens, da vida e da obra da escritora. E com esse livro vão surgindo outros, cujo enfoque era tratar sua obra com respeito e seriedade, trazendo à tona muitas reflexões e comentários acerca de sua criação literária. Clarice foi reconhecida por muitos críticos e escritores competentes, como Antônio Cândido, AFonso Romano de Sant'Anna
e Nunes, um dos seus principais estudiosos. Além deles temos outros teóricos e escritores que construíram um trabalho muto significativo sobre a obra dessa escritora.
Com todas as intermináveis pesquisas acerca de su aliteratura, hoje Clarice Lispector tem se torado uma das escritoras brasileiras mais conhecidas do mundo. A dimensão atingida por sua literatura foi demasiado significativa. As traduções da obra clariciana na Europa e nos Estados Unidos, começaram a surgir nas décadas de 70, tendo como su aprincipal divulgadora Hèléne Cixous, que tece seus estudos sobre Clarice tematizando a étciture féminine, a qual enfoca o universo feminino de lispectoriano no surgimento da literatura de mulheres. Vertida para o francês, chega ao Canadá a tradução do romance A paixão segundo G.H., que fisgará a estudante de Letras Claire Varin. Seu interesse pela autora é desperto e ela passa a ter contato frequente com outras obras da escritora. Mais tarde, resolve dedicar seus estudos à obra de Clarice e aprende português, vindo ao Brasil pela primeira vez em 1983, para suas primeiras pesquisas e também para ver de perto o país que acolheu e foi a pátria de Clarice Lispector. Claire escreve Línguas de Fogo, um estudo instigante e comprometido com a sua paixão pela escritora. A partir da década de 80, as traduções de Clarice passam a ter dimensões mais abrangentes e se consolidam em muitos países europeus e no continente norte-americano.Traduzida nos Estados Unidos por Giovanni Pontiero, Earl Fitz, Elizabeth Lowe, Gregory Rabassa
e Elizabeth Bishop, passa a ser lida por muitas personalidades da academia, que a divulgam através de diversos artigos acadêmicos e estudos teóricos. Torna-se lida e apreciada pelo público do exterior.
Depois da morte de Clarice, seu filho Paulo entrega seus manuscritos, cartas, importantes recortes de jornais e outros escritos pertencentes à sua mãe à Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. A arquivista desse material será Eliane VasconceLos, que em 1994 organizará a publicação de Arquivo 5, compilando todos os manuscritos, cartas e avulsos de Clarice Lispector. Além disso, muitos outros escritos e pertences da escritora foram doados ao Instituto Moreira SaLes, também no Rio de Janeiro. Como os brasileiros, muitos outros leitores e apreciadores de Clarice se interessaram em conhecer mais sobre sua vida, pesquisando, escrevendo, articulando teorias que pudessem alcançar explicações para a enigmática e talentosa escritora. Em 1995, Nádia BateLa Gotlib escreve Clarice, uma vida que se conta, pela editora Ática. Trata-se de uma biografia muito rica que nos oferece um panorama complexo das origens, da vida e da obra da escritora. E com esse livro vão surgindo outros, cujo enfoque era tratar sua obra com respeito e seriedade, trazendo à tona muitas reflexões e comentários acerca de sua criação literária. Clarice foi reconhecida por muitos críticos e escritores competentes, como Antônio Cândido, AFonso Romano de Sant'Anna
Com todas as intermináveis pesquisas acerca de su aliteratura, hoje Clarice Lispector tem se torado uma das escritoras brasileiras mais conhecidas do mundo. A dimensão atingida por sua literatura foi demasiado significativa. As traduções da obra clariciana na Europa e nos Estados Unidos, começaram a surgir nas décadas de 70, tendo como su aprincipal divulgadora Hèléne Cixous, que tece seus estudos sobre Clarice tematizando a étciture féminine, a qual enfoca o universo feminino de lispectoriano no surgimento da literatura de mulheres. Vertida para o francês, chega ao Canadá a tradução do romance A paixão segundo G.H., que fisgará a estudante de Letras Claire Varin. Seu interesse pela autora é desperto e ela passa a ter contato frequente com outras obras da escritora. Mais tarde, resolve dedicar seus estudos à obra de Clarice e aprende português, vindo ao Brasil pela primeira vez em 1983, para suas primeiras pesquisas e também para ver de perto o país que acolheu e foi a pátria de Clarice Lispector. Claire escreve Línguas de Fogo, um estudo instigante e comprometido com a sua paixão pela escritora. A partir da década de 80, as traduções de Clarice passam a ter dimensões mais abrangentes e se consolidam em muitos países europeus e no continente norte-americano.Traduzida nos Estados Unidos por Giovanni Pontiero, Earl Fitz, Elizabeth Lowe, Gregory Rabassa
O POMAR DE CLARICE LISPECTOR E O FRUTO BENJAMIN MOSER
Qual escritor não se sentiria realizado vendo sua obra lida por leitores de outros países, em diferentes línguas, sob o olhar heterogêneo das culturas e dos povos? Uma escritora como Clarice Lispector plantou sua lavoura literária pela ficção através de seu imaginário mais subterrâneo, utilizando-se da linguagem para adubar a árvore, que foram os seus contos, romances e crônicas, os quais, como toda arte, são imortais. Assim como se acendeu na canadense Claire Varin o fogo da paixão pelos frutos de Clarice, o escritor norte-americano, Benjamin Moser também se incendiou por sua escrita, lendo pela primeira vez A hora da estrela, nos Estados Unidos, em um curso de Língua Portuguesa na Brown University, em Rhode Island. Depois disso, "nada ficou no lugar", e ele se permitiu, sem resistência alguma, render-se ao texto de Clarice e mergulhar em sua busca, sendo conduzido por sua escrita apaixonante e reveladora de uma nova consciência literária.
Das leituras de Moser, surgem iniciativas que vão contribuir para a divulgação da obra de Lispector no exterior. Considerando que todo bom leitor é aquele que não guarda só para si o segredo da boa e mágica literatura, mas é aquele que desfruta e compartilha com o outro o que há de melhor no mundo da leitura, vamos nos deparar com Why this world: a biography of Clarice Lispector, escrita por Benjamin Moser
, e publicada nos Estados Unidos no verão de 2009, aos cuidados editoriais da Oxford University Press. Essa mesma obra foi traduzida e publicada no Brasil, pela Cosac Naify, em novembro desse mesmo ano, sob o título de Clarice,. É uma edição de capa dura, muito bem elaborada, apreciada pelo público brasileiro e principalmente pelos fãs da escritora. Uma das pretensões do autor dessa biografia é justamente dar novas dimensões e rumos à obra de Clarice. Lê-la entre quatro paredes não deixa de ser bom, mas levá-la às prateleiras das livrarias e às bibliotecas das diversas escolas e universidades americanas é ainda melhor. Pois Moser, em seu brilhante e ousado projeto, constrói essa completa e extraordinária biografia internacional de Clarice Lispector, revelando aos leitores norte-americanos, em seu próprio idioma, o inglês, quem foi essa escritora brasileira.
Qual escritor não se sentiria realizado vendo sua obra lida por leitores de outros países, em diferentes línguas, sob o olhar heterogêneo das culturas e dos povos? Uma escritora como Clarice Lispector plantou sua lavoura literária pela ficção através de seu imaginário mais subterrâneo, utilizando-se da linguagem para adubar a árvore, que foram os seus contos, romances e crônicas, os quais, como toda arte, são imortais. Assim como se acendeu na canadense Claire Varin o fogo da paixão pelos frutos de Clarice, o escritor norte-americano, Benjamin Moser também se incendiou por sua escrita, lendo pela primeira vez A hora da estrela, nos Estados Unidos, em um curso de Língua Portuguesa na Brown University, em Rhode Island. Depois disso, "nada ficou no lugar", e ele se permitiu, sem resistência alguma, render-se ao texto de Clarice e mergulhar em sua busca, sendo conduzido por sua escrita apaixonante e reveladora de uma nova consciência literária.
Das leituras de Moser, surgem iniciativas que vão contribuir para a divulgação da obra de Lispector no exterior. Considerando que todo bom leitor é aquele que não guarda só para si o segredo da boa e mágica literatura, mas é aquele que desfruta e compartilha com o outro o que há de melhor no mundo da leitura, vamos nos deparar com Why this world: a biography of Clarice Lispector, escrita por Benjamin Moser
precisão sobre a vida e a cultura judaica, que exerceram forte influência na literatura dessa escritora. Mesmo com todas as biografias e livros sobre a vida dessa autora, ainda assim, o público brasileiro se interessou por mais esta, que foi escrita sob o olhar de um estrangeiro, amante e leitor assíduo de Clarice. Portanto, muitas coisas que ele disse ainda não tinham sido ditas. Porque sobre Clarice há sempre algo a mais a ser dito. É um assunto inesgotável, com inúmeras possibilidades de diálogos e naRações. Não haverá, jamais, um ponto final para Clarice. Por isso o título Clarice, (vírgula) dado à excelente tradução da biografia de Moser, realizada por José Geraldo Couto. Além disso, o título em inglês Why this world é o próprio retrato do universo clariciano. Porque sempre haverá a pergunta, um questionamento sobre aquele mistério que a envolvia, que era a aura sagrada do pensamento humano moderno. Portanto nunca chegaremos à reta final dos acontecimentos de Clarice. Ela é sempre uma lacuna; o desejo para um destino, uma página incompleta, inacabada, pois ela mesma escrevera um dia: "Não pense que escrevo aqui o meu mais íntimo segredo, pois há segredos que eu não conto nem a mim mesma."
Assim como Benjamin Moser, outros escritores e leitores dos Estados Unidos e também os brasileiros, esperam que essa biografia possa divulgá-la ainda mais por lá, naquele país onde nasce seu romance A maçã no escuro e também muitos dos contos de Laços de família. Moser afirma que, ao ler Clarice, apaixona-se. Entrega-se à aprendizagem da Língua Portuguesa para facilitar-lhe a leitura dos originais que eram escritos no idioma brasileiro. Portanto, o autor de Why this world só a lê em português. Isso, para nós brasileiros, é um fator bastante positivo, pois revela a grandeza da literatura dessa escritora que exala afeto, paixão, amor, não somente em nós, seus compatriotas, mas em outros povos, de outras origens e culturas. Porém a atração por sua obra não advém pela ordem da tradição; ao contrário, é justamente pela desconstrução e pela ruptura com as tradições de gênero e linguagem, que a escrita de Clarice sucumbe o previsível e alimenta o inesperado, propagando-o pela força de suas narrativas, pela esfera inexata do tempo. Nessa obra, Moser retrata também a política brasileira dando-nos o panorama mais próximo à nossa realidade político-social da época. Entre um e outro relato, ele cose suas certezas sobre a história da escritora de maneira detalhista, sem sensacionalismo nem exageros. Apenas descreve-nos sob o olhar atento de leitor e pesquisador, aquelas frestas da vida de Clarice Lispector, que ainda não haviam sido contadas a ninguém. Por isso, o inovador nessa biografia de Moser é justamente o algo a mais que não tinha sido revelado; detalhes sobre a conversa entre amigos como Olga Borelli e com suas irmãs, Tânia e Elisa, como também os aspectos relevantes de suas origens judaicas, a cultura e os ensinamentos que recebera de seu pai.
Dizem que uma biografia é sempre a face perdida de uma história. Pois todas as possíveis faces de Clarice foram resgatadas por Benjamin Moser em Why this world, no qual a resposta ao mundo de Clarice é a própria voz do leitor que, mesmo apaixonado, não se deixa perder pela emoção, e segue em frente, sempre com o passo certeiro e avançado, buscando encontrar o que realmente precisa ser dito e revelado ao mundo sobre a escritora, a qual ele considera um fenômeno literário. A biografia escrita por Moser sobre Clarice será publicada na França entre setembro e outubro de 2010. Acredita-se assim, que a partir desse lançamento, os leitores franceses possam apreciar ainda mais o trabalho de Clarice Lispector e conhecer com maior abrangência sobre sua vida e obra, graças à iniciativa de Moser ao escrever essa impressionante biografia, que tanto nos instiga a pergunta: o que Clarice diria se soubesse da existência de Why this world?
Marcadores:
Clarice Lispector
Clarice Lispector, as ficções de um coração selvagem
Clarice Lispector, as ficções de um coração selvagem
Toda lucidez nas palavras desse poeta que admiro MUITOOOO!!!!Ferreira gullar
Não me sinto com 80 anos. O calendário é que fala isso. Mas não tenho essa idade", diz, sério, o poeta Ferreira Gullar quando o assunto é seu próximo aniversário, em 10 de setembro.
A tranquilidade associada à velhice, realmente, não se aplica a ele, como sabem os leitores de sua coluna na Ilustrada.
Gullar, que lança em setembro um livro inédito de poesia, "Em Alguma Parte Alguma", preserva intacto há mais de 50 anos o espírito crítico que faz dele um dos principais, e mais controversos, pensadores do país.
No domingo, um dia antes de ganhar o Prêmio Camões, o principal da língua portuguesa, ele participou do Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier.
Logo após o debate, recebeu a Folha.
Na entrevista, fala sobre governo Lula, o comunismo, eleições presidenciais, criação poética, drogas e sexo.
Leia a íntegra:
Folha - Por sua história política, muita gente estranha o senhor ser um dos principais críticos do Lula.
Ferreira Gullar - Não é que seja um crítico ferrenho, tento ser objetivo. Eu me preocupo com o futuro do meu país. O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz.
Como abraçar o Ahmadinejad [presidente do Irã], de um regime que é uma ditadura teocrática, que realizou uma eleição fraudada. O povo protestou contra o resultado e o Lula disse que aquilo é choro de perdedor, como se fosse uma partida de futebol.
E o povo tá na rua, sendo reprimido, gente morrendo. Por que um presidente brasileiro vai dar apoio a um governo desse? Não entendo o interesse do Lula lá. Por que reatou relações com a Coreia do Norte? A Coreia é um regime atrasado, o povo morre de fome, muito atrasado. O povo com fome e o governo fazendo bombas. Não entendo o Lula. É um governo para enganar as pessoas.
O senhor já declarou admirar o presidente Barack Obama. O que achou quando ele disse que Lula é o "cara"?
Isso foi uma brincadeira. O fato de o Lula ser um operário que chegou aonde chegou desperta a simpatia das pessoas. Mas ele não quis dizer que o Lula é o "cara" do mundo. É uma bobagem, é provincianismo brasileiro ficar dando atenção a isso.
Quero saber é do destino do país. Não quero saber de piada, mas o que vai acontecer com nossa democracia.
Outra grande bobagem é o Marco Aurélio Garcia [assessor da Presidência] querer impedir a exibição de filme americano na TV a cabo. Alguém tem que falar para ele que já estamos em 2010. É muito atraso.
O senhor ainda se considera de esquerda?
Essa coisa de direita e esquerda é bastante discutível. Quem é de esquerda hoje? O Lula é de esquerda? Não me faça rir. Eu nunca tive medo de pensar por mim mesmo. Não fico preso a uma verdade indiscutível.
Outro dia li na internet uns jornalistas falando que quem foi de esquerda e não é mais se vendeu. Parece o fundamentalismo islâmico. A verdade indiscutível, quem ficar contra é traidor.
Arrepende-se de ter sido filiado ao Partido Comunista na década de 1960?
Eu aprendi na minha luta política, no preço que paguei no exílio, a ter uma visão diferente do marxismo que não tenho medo de expressar. O marxismo foi uma atitude correta e digna diante do capitalismo selvagem do século 19. Surgiu como uma alternativa contra aquela coisa inaceitável. Mas a projeção da sociedade futura, com a ditadura do proletariado, é um sonho equivocado.
Na minha experiência, durante a queda de Salvador Allende [(1908-1973) presidente chileno, deposto por um golpe militar], eu vi a extrema esquerda e o Partido Socialista de Allende trabalharem a favor do golpe, pensando que estavam sendo mais de esquerda do que todo mundo. Na verdade, colaboraram com a CIA para derrubar Allende.
O marxismo tem uma visão política generosa, mas equivocada
O senhor, então, também se equivocou?
Eu também cometi muitos erros na época [anos 60]. A fúria fundamentalista só conduz ao erro. Queria me sacrificar pelos interesses do país, mas não basta ter razão para estar certo.
Tem que ter lucidez, resolver com a cabeça e com a inteligência.
Quando me convidaram para participar da luta armada, eu disse a eles: mas nós vamos derrotar sozinhos o Exército, a Marinha e a Aeronáutica?
Tem que ter lucidez. Eu não vou chamar o Mike Tyson para lutar boxe comigo. Eu o chamo para discutir poesia, que aí ele tá ferrado.
E quanto às eleições, quais são suas expectativas?
A Marina Silva é uma excelente pessoa, dá um conteúdo ético para a disputa eleitoral. É preciso alguém com a estatura dela, com a pureza dela num país onde a corrupção impera. Mas a chance de ela ganhar é pouca.
Eu espero que a Dilma não ganhe. Se ganhar, nós corremos o risco de ter 20 anos de PT no governo, o que seria um desastre nacional.
Vai então votar no Serra?
Vou. Pelo que sei, ele fez um ótimo governo em São Paulo. Não conheço nenhuma acusação de que seja corrupto ou safado. Foi excelente ministro da Saúde. Se não votar nele, vou votar em quem?
Como definiria o novo livro?
Todos os meu livros são diferentes. Neste ["Em Alguma Parte Alguma"] predomina uma certa relação entre ordem e desordem. Eu escrevi no limite da ordem, ou seja, no limite da desordem.
A maneira de fazer os poemas foi diferente, mais desordenada.
Comecei a escrever sem saber o que iria acontecer, sem planejar nada, sem preconceber. A poesia foi para mim uma grande aventura.
Ao contrário dos outros livros, em que os poemas já nasciam quase prontos, já que ficava sempre refletindo e elaborando antes de escrever. Já hoje começo sem saber o que vai acontecer.
Tanto que o primeiro poema, que abre o livro, tem o nome "Fica o Não Dito por Dito". Eu tô dizendo que, já que não posso dizer o que quero dizer, faz de conta que eu disse.
E qual é a sensação quando o senhor encontra o verso?
Ah, dá muita felicidade. Os poetas têm mania de dizer que escrever poesia é um sofrimento. Pode ser pra eles, para mim é uma alegria.
"O Poema Sujo", que escrevi no exílio, nasceu de um "transe", um "barato" que durou por cinco meses. Sentia-me impelido a escrever.
No final do "Poema Sujo" está um dos seus mais famosos versos, "a cidade está no homem/quase como a árvore voa/no pássaro que a deixa".
Para você ver como a poesia é uma coisa totalmente sem lógica, certo dia eu acordei lembrando de uma frase que tinha lido do Hegel [filósofo alemão, (1870-1831)] citada por Lênin [líder soviético, (1870-1924)]: "na frase o ramo da árvore estão o universal e o particular". Parei pra pensar: a árvore é o universal, é o todo, e o ramo é parte dela, então é o particular. Essa frase me fez escrever o final do "Poema Sujo".
Eu posso arrancar o ramo da árvore, mas a árvore continua nele. Como São Luís, no Maranhão, está em mim mesmo quando estava em Buenos Aires. Aí entrei no "barato". Quando é que o Hegel imaginou que a frase dele ia fazer um poeta brasileiro terminar um poema escrito em Buenos Aires? (risos)
O senhor fala em "transe", "barato", sensações geralmente associadas às drogas. Já experimentou alguma?
Uma vez, quando tinha 15 anos, um amigo me chamou para fumar uma diamba, que é como chamam a maconha em São Luís. Dei uma tragada e senti um gosto de mato velho. Achei uma porcaria, nunca mais experimentei.
Tem gente que compara o estado de criação com o "transe" da droga
É bobagem dizer que as drogas ajudam na criação. Ela é outro tipo de "transe", que requer lucidez. Sem isso é impossível criar.
Durante a criação, você está, por um lado, livre da lógica rudimentar e, ao mesmo tempo, muito lúcido. Você está altamente emocionado, mas tem uma outra lucidez, que não é a da lógica pura e simples.
A lucidez costuma ser também um remédio contra o sofrimento em muitos de seus poemas, como "A Alegria".
Quando escrevi esse poema estava no máximo do sofrimento, exilado em Buenos Aires. Não sabia o que fazer da minha vida. Comecei a valorizar o sofrimento. Pensei: '"sou um herói do sofrimento, um novo Cristo?".
Mas quando você está numa situação sem saída, resta sempre a poesia. Aí escrevi: "O sofrimento não tem nenhum valor". Não quero saber do sofrimento, quero é felicidade. Não gosto de fazer lamúrias. Detesto o passado.
Uma vez, discuti feio com a Cláudia [Ahimsa, companheira de Gullar há 15 anos]. Fiquei sozinho em casa, cheio de razão e triste pra cacete. Então, pra que querer ter sempre razão? Não quero ter razão, quero é ser feliz.
Como é iniciar um relacionamento depois dos 60 anos?
Não tem muita diferença não, do ponto de vista de relacionamento em si. Você se apaixona e começa um romance. Eu tinha 64 no inicio e ela tinha 30 anos. Relacionamento é interesse um pelo outro. Hoje sou uma pessoa mais tolerante, mais reflexiva, tento compreender melhor o outro. Tento não me achar o dono da verdade. Já me enganei tantas vezes na vida que posso estar enganado de novo.
E como fica a relação sexual durante a fase de maturidade?
[Risos] Eu acho que você se torna mais refinado, menos vulgar. Acho sexo uma coisa maravilhosa, mas não fico pensando muito nisso. Penso mais sobre arte, política. Sexo eu não penso, eu faço.
Mas também não acho que seja o mais importante da vida, que o cara tenha que comer 300 mulheres. Legal é ter afeto, ter carinho.
O senhor falou sobre vulgaridade. Acha que o mundo está mais vulgar?
Acho que sim. A vulgaridade tomou conta das coisas. As pessoas devem achar que é um escândalo o que falo. Devem achar que estou velho e tal.
Mas essa ideia de que ir contra o que é tradicional é bom é uma besteira. Olhe a própria arte contemporânea. Quer ser diferente de tudo, não respeita norma nenhuma. Mas a vida é inventada, cara. Se não houvesse norma a civilização não existiria. É só isso.
Um quadro do Monet, do Picasso, é uma coisa elaborada, um produto que vem de quadros anteriores. O significado está na linguagem, se acabar com a linguagem não tem significado.
Hoje tem gente que pensa que o século 19 era atrasado porque as mulheres se vestiam da cabeça aos pés, não mostravam nenhuma parte do corpo. Hoje a mulher está de fio dental mostrando a bunda na praia. Isso é ser mais avançado do que ser elegante? Hoje é mais avançado mostrar a bunda? Para mim isso é mais primário, mais escroto. Perde todo o mistério da mulher. É muito mais legal, rico, sensual, erótico e poético se comover com o pé da moça.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Comunidade “Casa dos Advogados”
Estava comentando com um amigo meu sobre uma estranha comunidade com o nome “Casa dos advogados” que participei até algumas horas atrás. Gente essa Comu é muito estranha. Ela funciona assim: pessoas têm dúvidas sobre determinado assunto, então os advogados estão todos conectados, ávidos aguardando alguém morder a isca, passam o dia todo e a noite toda, a qualquer momento que você postar eles estão a apostos. Sim, detalhe é que a maioria é feke. Eles apenas zombam das postagem e quando falam algo sério é: “contrate um advogado para te assessorar”. No momento que fazemos a postagem eles atacam. Lêem a sua dúvida e inicia-se a sessão de maus tratos, zombarias, ataques e agressões verbais. A dona da comunidade é uma pessoa boa, amiga e educada então saí deletando os ataques e as agressões. Seu defeito é proteger seus colegas, no dizer de Lampião, “meus meninos”, só que esses e aqueles são análogos.
Bom eu fui vítima inúmeras vezes de agressões, tenho todas guardas, até que não agüentei mais e disse umas verdades que eles precisavam ouvir e saí. Fui na cidade, ao voltar acessei a Comu para conferir. Eles estavam todos decepcionados comigo e se fazendo de vítimas, defendendo um ao outro, quer dizer, eles dizem o que querem e depois não agüentam a desforra. A mediadora da comunidade deveria informar antes de as pessoas pedirem para participar que não ministram orientações, a Comu é apenas de descontração. Na verdade comigo foi zombação. Bom mas, até que ela me auxiliou e muito. O que ela fez de bom “seus meninos” desmancharam. Vou cursar Direito para me movimentar melhor mas, advogados tem demais. Não quero uma profissão dessas que me põe ociosa, logo sou muito elétrica.
Voltando a Comu, uma moça postou uma pergunta não muito bem elaborada na Comunidade citada. Eu li e pensei, coitada, vão levá-la ao suicídio. Não demorou muito, gente!!!!! eles deram início a sessão de ataque, coitada da moça, ficou indignada. Até agrediram, o que foi deletado mas, eu salvei, deveria procurar para postar aqui, mas antes vou conversar com ela. A Comu funciona assim: um entra e faz uma pergunta bem patética, outro rir abaixo e agride a pessoa, depois outro, e outro e assim vai. Poxa! que falta de educação. Hoje eu estava tão para baixo que um amigo meu iniciou uma sessão de piadas para arrancar sorrisos de mim, depois ele disse que isso é tão sério, é mais sério do que se imagina:
Veja as piadas que ele mandou tentando me alegrar
Aluno de Direito ao fazer prova oral o mestre pergunta: - O que é uma fraude? - É o que o senhor professor está fazendo - responde o aluno. O professor fica indignado evo aluno: - Segundo o Código Penal, comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar.
O advogado, no leito de morte, pede uma Bíblia e começa a lê-la avidamente. Todos se surpreendem com a conversão daquele homem e perguntam o motivo. O advogado doente responde: - 'Estou procurando brechas na lei.'
Em outra audiência, o juiz pergunta ao réu: - 'O senhor não trouxe o seu advogado?' - 'Não, meritíssimo! Eu não tenho advogado. Resolvi falar a verdade!'
O instituto Pasteur decidiu que ao invés de usar ratos em pesquisas eles usariam advogados, eles tiveram três razões para decidi-lo:
1. Existem no momento mais advogados que ratos.
2. Os pesquisadores não ficam tão ligados emocionalmente aos advogados do que eles ficavam com os ratos.
3. Não importa o que você tem, tem coisas que nem os ratos fazem.
Você sabe como salvar cinco advogados que estão se afogando?
R: Não - ótimo!
Dois advogados estão saindo do Fórum, quando um vira para o outro e diz:
- E então, vamos tomar alguma coisa? E o outro prontamente responde: - Vamos, de quem?
Um homem entra num escritório de advocacia e pergunta sobre os honorários para consultoria.
- Cinqüenta dólares por três perguntas - responde o advogado. - Mas não é um pouco caro?
- pergunta o homem.
- Realmente é
- responde o advogado. Q
Marcadores:
Comunidade “Casa dos Advogados”
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
RIMBAUD E VERLAINE - PÓLVORA E POESIA
![]() |
| RIMBAUD E VERLAINE na vida real - são dosi expoentes da poesia francesa - aí vem o principal que é Baudelaire. A poesia francesa há 4 pilares, os 3 citados e Pool Verlaine |
![]() |
| RIMBAUD E VERLAINE na ficção |
Aos dezessete anos, Jean Nicolas Arthur Rimbaud mandava poemas aos poetas de Paris. Paul Verlaine leu-os e se impressionou. “ Vem, querida alma, a gente te aguarda, deseja”. Rimbaud desembarca em Paris e, como um raio, eletriza a poesia francesa e a vida de Verlaine, que deixa a mulher e a casa para viver com o jovem poeta.
A tórrida e trágica paixão que uniu esses dois grandes poetas já resultou num belo filme, "Eclipse de uma Paixão" com Leonardo Di Caprio. E já resultou num belo texto escrito m 2001, por Alcides Nogueira que escreveu a a peça "Pólvora e Poesia".
E agora resulta numa bela montagem que Fernando Guerreiro pôs no palco reeditando uma espécie de teatro de arena, com os autores Caio Rodrigo (Verlaine) e Talis Castro (Rimbaud), no meio do público. A trilha sonora tem referências explicitas ao rock de Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix.
O espetáculo pode ser visto no Espaço Cultural Barroquinha e fica em cartaz até o dia 19 de dezembro. Sextas e sábados - 20h / Domingos - 19h
A tórrida e trágica paixão que uniu esses dois grandes poetas já resultou num belo filme, "Eclipse de uma Paixão" com Leonardo Di Caprio. E já resultou num belo texto escrito m 2001, por Alcides Nogueira que escreveu a a peça "Pólvora e Poesia".
E agora resulta numa bela montagem que Fernando Guerreiro pôs no palco reeditando uma espécie de teatro de arena, com os autores Caio Rodrigo (Verlaine) e Talis Castro (Rimbaud), no meio do público. A trilha sonora tem referências explicitas ao rock de Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix.
O espetáculo pode ser visto no Espaço Cultural Barroquinha e fica em cartaz até o dia 19 de dezembro. Sextas e sábados - 20h / Domingos - 19h
Marcadores:
RIMBAUD E VERLAINE - PÓLVORA E POESIA
Assinar:
Postagens (Atom)













