sábado, 8 de janeiro de 2011

Casarão sede da Academia Pernambucana de Letras passa por reforma

Um casarão em estilo neoclássico, construído na segunda metade do século 19 por um rico comerciante do Recife, é um endereço repleto de histórias e de muita tradição. Há 41 anos que ele se tornou a sede da Academia Pernambucana de Letras (APL). Um lugar símbolo de nobreza e imponência.

No entanto, para se manter assim, precisa de cuidados e manutenção. Ano passado, os jardins passaram por reformas. Agora, são o teto e paredes que estão em obras. O trabalho, orçado em R$ 120 mil, tem prazo de término estimado para o próximo mês de novembro. A biblioteca também será restaurada e os livros recuperados.

“Essas obras representam a garantia do prédio, porque é um prédio antigo, com paredes até de taipa. Como todo prédio antigo, exige uma conservação, uma manutenção, rigorosa”, disse o vice-presidente da APL, Antônio Correia de Oliveira (foto 4).

Apesar do casarão estar em obras, as reuniões na Academia Pernambucana de Letras seguem normalmente. Na última segunda-feira (27), por exemplo, os imortais homenagearam três nomes importantes da literatura do nosso Estado, que completariam um século de vida este ano.

Os escritores homenageados foram Lourenço Lima, José Carlos Cavalcanti Borges e Flávio Guerra. “Eu acho que é nisso que se baseia a chamada ‘imortalidade acadêmica’. É justamente a gente não deixar que esses nomes desapareçam com o tempo. São pessoas importantes. Publicaram livros, peças de teatro, foram professores”, falou o secretário da APL, Rostand Paraíso (foto 5).

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